
"O prefeito Bertaiolli (PSD) é o nosso candidato à reeleição e já está garantida a repetição da dobradinha com Cuco Pereira (PSDB), como vice. A dupla conta, inclusive, com o apoio e as bênçãos do governador Geraldo Alckmin"
Junji Abe tem 71 anos, e é deputado federal pelo PSD. Nascido em Mogi das Cruzes, iniciou sua vida pública como vereador em 1972, quando foi eleito com 3.876 votos (13% do colégio eleitoral à época). Representante dos produtores rurais, presidiu o Sindicato Rural de Mogi das Cruzes por 20 anos (1980 a 2000). É também presidente-fundador da Associação Nacional Pró-Hortifrútis e presidente de honra da Associação dos Floricultores do Estado de São Paulo. Foi deputado estadual por três mandatos consecutivos, de 1991 a 2000, quando foi eleito pela primeira vez prefeito de Mogi das Cruzes. Junji exerceu dois mandatos como chefe do Executivo municipal, e sua popularidade foi crucial para a vitória de seu sucessor, Marco Bertaiolli (PSD).
Eleito deputado federal em 2010 com 113.156 votos, Junji Abe fala sobre seus mandatos como prefeito, avalia seu sucessor, Marco Bertaiolli, e explica como transformou a saúde de Mogi das Cruzes em referência para região do Alto Tietê. Além disso, o deputado fala sobre seus investimentos na educação municipal, área mais criticada por seus opositores enquanto prefeito, e revela: a dobradinha entre Bertaiolli e Cuco Pereira (PSDB) será mantida em outubro.
A entrevista será publicada em três blocos, dada a infinidade de assuntos tratados por um político com mais de 40 anos de vida pública.
Cenário Político – Você foi prefeito de Mogi das Cruzes por dois mandatos, como avalia este período?
Junji Abe – Primeiro, como uma imensa honra a mim concedida pela população de Mogi das Cruzes, que me sagrou como o primeiro prefeito reeleito da história da Cidade de 451 anos. Entendo que a vida é um contínuo aprendizado. Portanto, ao longo de oito anos de mandato como prefeito, tive a oportunidade de receber muitas lições de crucial importância para minha bagagem na vida pública e também como ser humano. Tenho plena convicção de que me dediquei de corpo e alma para fazer justiça à confiança recebida do povo mogiano a quem, de fato e direito, sua pergunta deve ser endereçada. Da minha parte, posso informar que encerrei a segunda gestão, em 2008, com pesquisas indicando 86% de aprovação popular.
CP – O que considera como grande feito durante suas gestões?
Junji Abe – Acredito que o primeiro ponto a ser destacado seja a introdução e prática de uma nova filosofia de gestão. Assumi, em 1° de janeiro de 2001, o comando de uma cidade com 320 mil habitantes, portanto, de alta densidade populacional, que por décadas a fio vivera sob o modelo de centralização absoluta nas mãos do alcaide. Implantamos uma política administrativa, calcada na descentralização, integração e participação. Ou seja, garantimos autonomia ao responsável de cada área que, ao mesmo tempo, tinha a obrigação de cumprir as ações estabelecidas no PGP – Plano de Governo Participativo – elaborado em conjunto com a população –, além de atuar de modo integrado com os demais setores e, acima de tudo, assegurar a participação popular nas decisões.
Como segundo ponto principal do nosso governo, pinço a Política Municipal de Desenvolvimento Empresarial, com incentivos fiscais e doações de áreas. Afinal, foi dela que vieram os recursos para viabilizar os investimentos em todos os setores. Atraímos mais de 8 mil empreendimentos gerando 115 mil empregos diretos e indiretos. Ao impulsionar o crescimento empresarial, com a instalação de novas empresas e ampliação das já existentes, abrimos caminho para o desenvolvimento social e melhoria da qualidade de vida na Cidade. Tanto na geração de empregos e renda – Mogi é reconhecida pelo Ministério do Trabalho como um dos municípios que mais abriram vagas de trabalho no País, no período de 2001 a 2008 – quanto no aumento da arrecadação para bancar investimentos destinados a atender às demandas da população nas áreas de saúde, educação, segurança, habitação, etc.
Não por menos, Mogi das Cruzes despontou entre as 100 cidades mais dinâmicas do Brasil, uma das mais bem administradas do País, uma das mais promissoras para trabalhar e uma das melhores do Estado para morar, segundo pesquisas de renomados institutos nacionais divulgadas na mídia. Por cinco vezes, recebi do Sebrae-SP – Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo o título de “Prefeito Empreendedor”.
Abro, aqui, o parênteses para destacar uma profunda mudança que se processara na sociedade do século XXI, coincidindo com meu primeiro ano à frente da Prefeitura de Mogi das Cruzes. Até o final do século XX, o gestor eficiente encaixava-se na figura de tocador de obras. Com os grandes avanços tecnológicos, marcados pela célere evolução da internet – que impulsionou a democratização e celeridade das informações –, o povo tornou-se bem mais exigente. Passou a cobrar mais e a fiscalizar melhor a atuação de seus representantes. Sob esta nova realidade, nosso governo veio para atender as demandas sociais, indicadas como prioridade pela própria população que nos ajudou a elaborar o PGP.
CP – E o que acredita que faltou fazer?
Junji Abe – Nada deixou de ser feito. Cumprimos o que foi projetado no PGP e até extrapolamos em realizações não previstas no Plano de Governo. Porém, vale ressaltar, os efeitos positivos de boa parte das nossas iniciativas não surgem da noite para o dia. Especialmente em Mogi, onde houve necessidade de recomeçar quase tudo do zero para evoluir dentro dos padrões de qualidade exigidos pela sociedade e perseguidos por nós.
Daí, nossa preocupação quanto à continuidade das ações que iniciamos com o propósito de reconstruir uma cidade melhor, justa, mais humana e participativa. Por este motivo, decidi apoiar um sucessor comprometido com a continuidade dos trabalhos que iniciamos. Assim, conseguimos estancar a gangorra no desenvolvimento do município, garantindo que, apesar da mudança de um administrador para outro, não houvesse a paralisação de iniciativas de fundamental importância para melhoria da qualidade de vida do povo mogiano.
Como exemplo da evolução planejada dos diversos setores públicos, cito a educação. Hoje, Mogi já alcança a marca de 30% das escolas funcionando em período integral, porque, ao longo dos nossos dois mandatos como prefeito, erradicamos o problema da ausência de crianças em idade escolar nos estabelecimentos de ensino. Cumprindo a meta do programa municipal “Toda Criança na Escola”, acolhemos os alunos da atualidade e estruturamos a rede pública para compor uma reserva legal de aproximadamente 15 mil vagas. Isto dispensou o atual prefeito de construir novas escolas, permitindo que direcionasse recursos para ampliar o período integral. Aliás, uma medida projetada em nosso governo para execução pelo sucessor. O marco para a implantação do período integral nas escolas foi a construção do Cempre – Centro de Programas Educacionais Professora Ruth Cardoso, inaugurado pelo atual prefeito, em 2009.
CP – Como avalia o primeiro mandato do atual prefeito Marco Bertaiolli (PSD)?
Junji Abe – Avalio como a continuidade de tudo que semeamos e começamos a cultivar, associada a outros benefícios para a cidade. Como exemplo, cito a expansão do modelo de creches comunitárias. Abrimos mais de 40 unidades, ampliando em 90% o total de vagas existentes em 2001 e o Bertaiolli prosseguiu. Na saúde, além de continuar o trabalho na rede de prós que criamos – duas unidades do Pró-Mulher, Pró-Criança, Pró-Hiper e ProMeg (medicamentos gratuitos) –, o atual prefeito vem complementando os investimentos com a instalação do AME – Ambulatório Médico de Especialidades, da Única, em Jundiapeba, e do Hospital de Braz Cubas. Muitas vezes, quem não faz comparações com outras cidades, não percebe a grandiosidade do desenvolvimento de Mogi.
CP – O prefeito Marco Bertaiolli deve ser candidato à reeleição, pelo PSD. A questão do vice já está fechada?
Junji Abe – O prefeito Bertaiolli (PSD) é o nosso candidato à reeleição e já está garantida a repetição da dobradinha com Cuco Pereira (PSDB), como vice. A dupla conta, inclusive, com o apoio e as bênçãos do governador Geraldo Alckmin. Muitos outros partidos já foram contatados pelo Bertaiolli. Portanto, no momento adequado (junho/2012, quando ocorrem as convenções municipais), o leque da coligação partidária será anunciado.
Segundo a legislação eleitoral, a campanha eleitoral tem início três meses antes da eleição. Como o 1º turno da próxima disputa eleitoral será no dia 07 de outubro de 2012, a campanha legal começará no dia 06 de julho. Já as participações em rádio e tevê terão início 45 dias antes das eleições. Desde a homologação do nosso partido junto ao TSE – Tribunal Superior Eleitoral, em 05 de outubro último, ou seja, um ano antes das eleições, estão em curso nos bastidores os trabalhos de aproximação, namoro, noivado, entendimentos e desentendimentos. Gradativamente, a intensidade desse processo vai aumentando após o Carnaval.
CP – Há uma percepção de que a saúde foi a área em que mais se investiu durante o seu período como prefeito (e que continua recebendo atenção especial do atual prefeito). Qual a diferença da saúde quando você tomou posse em 2001, para a saúde de hoje em Mogi das Cruzes?
Junji Abe – Parte da pergunta está respondida na questão anterior. Para ilustrar o nível de evolução da saúde pública em Mogi, basta eu contar que, em março de 2001, durante a primeira visita que fiz ao Posto de Saúde no Jardim Universo, quase apanhei. Embora não tivesse culpa porque a situação decorria da herança inconsistente que recebi, dava para ter ideia do tamanho da indignação do povo. Basta lembrar que, para tentar conseguir atendimento num posto de saúde, as pessoas chegavam por volta das 3 da madrugada e formavam filas que dobravam quarteirões. Mesmo assim, não havia qualquer garantia de que receberiam assistência porque eram distribuídas, no máximo, 30 senhas. Do 31° em diante, sem atendimento.
Assumimos a Prefeitura em 2001 com uma filosofia de governo alicerçada na qualidade de vida dos moradores. Significa que o ser humano vem em primeiro lugar. É nele que está o foco. Tudo mais tem de ser ajustado a esse propósito. Fique claro que os cuidados começam quando ele ainda está na barriga da mãe. E se estendem ao longo de sua existência. Fizemos desses conceitos práticas obrigatórias em todas as áreas da Administração Municipal.
Para enfrentar as graves deficiências da saúde, reorganizamos e modernizamos a estrutura, e investimos pesado – sempre além do que manda a legislação – para ampliar a rede de atendimento, duplicar a frota de ambulâncias e, principalmente, a equipe de profissionais contratados por concurso público. Por exemplo, o número de médicos subiu 111%. Havia apenas dois enfermeiros. Contratamos mais 52. Logo nos primeiros meses de governo, inauguramos o Posto de Saúde 24 horas de Jundiapeba, sistema adotado em outros dois (Vila Suíssa e Jardim Universo). A introdução do Ligue-Médico combateu o drama das filas nos postos de saúde, garantindo assistência com hora marcada para consultas de rotina; e pronto-atendimento sempre.
Ao longo de três anos, perseguimos os meios para consolidar o Pró-Mulher. Deixamos a Prefeitura em 2008 com duas unidades em plena operação. É uma homenagem cotidiana às mulheres, prestada sob a forma de assistência especializada e de serviços que incluem programas de prevenção, planejamento familiar – de orientação até encaminhamentos para laqueadura e vasectomia –, gestação segura, acompanhamento e de saúde bucal para gestantes e bebês.
Completando a rede de prós, instalamos o Pró-Criança, o Pró-Hiper (para idosos), o Pró-Parto e o Promeg (distribuição gratuita de medicamentos), sete unidades do Programa Saúde da Família (PSF) e o Laboratório Municipal de Análises Clínicas – com coleta e entrega de resultados no posto de saúde mais próximo do paciente –, entre dezenas de outros programas e equipamentos.
Também reativamos a produção conjunta entre as três esferas de governo – Município, Estado e União –, que movimentam as engrenagens da saúde pública. O governo estadual concluiu as obras de ampliação do Hospital Luzia de Pinho Melo e reestruturou o Hospital Dr. Arnaldo Pezzutti Cavalcante para internações de médio e longo prazos. Já o processo de recuperação da Santa Casa só foi possível graças ao trabalho integrado entre os governos e a sociedade.
Moradores de bairros onde não havia unidades de saúde tornaram-se alvo do Programa “Saúde na Comunidade”, um grande mutirão de serviços. Foi a alternativa encontrada para lidar com a avantajada extensão territorial de Mogi das Cruzes, um dos maiores entraves para a melhor cobertura da saúde pública. Colocamos em operação sete unidades móveis para atendimento nas áreas de Odontologia, Doenças Sexualmente Transmissíveis/Aids, Ginecologia, Vigilância Sanitária, Vigilância Epidemiológica e Controle de Zoonoses.
Sob a ótica da assistência integral à saúde, o município assumiu as ações básicas de Vigilância em Saúde, com destaque para os trabalhos de orientação e campanhas de prevenção. Mogi conseguiu, por exemplo, imunizar 100% das crianças contra poliomielite, marca inédita na sua história. Também foi a primeira grande cidade no País a chegar a 100% de vacinação contra rubéola. A partir de 2001, passou a ser premiada pelo Ministério da Saúde por superar metas no combate à tuberculose.
Mogi não tinha um único médico veterinário. Modernizamos o setor e instalamos um CCZ – Centro de Controle de Zoonoses, dotado de tecnologia de ponta e classificado como um dos mais modernos do País. A estrutura possibilitou, por exemplo, a inédita campanha de esterilização gratuita de cães e gatos, além da vacinação em massa.
Todas as ações desenvolvidas foram fundamentadas no Plano de Governo que a comunidade ajudou a escrever. E que contribuiu para colocar em prática. O mérito foi de todos. De milhares de pessoas que contribuíram com propostas, dos cidadãos que pagam impostos viabilizando investimentos, dos vereadores da Câmara que apoiaram e aprovaram esses projetos, de parlamentares que cooperaram respaldando parcerias e dos demais agentes políticos que fizeram sua parte no todo.
O índice que mede a mortalidade infantil é o que melhor representa a evolução da saúde pública municipal em Mogi das Cruzes em nossos dois mandatos. Em 1998, morriam 22 crianças para cada mil nascidos vivos. Em 2007, o índice desabou para 12,07. O ano de 2008 terminou com 11,6 mortes, número que pode ser comparado aos de países do Primeiro Mundo.
CP – Da mesma maneira que a população elogia os investimentos na saúde, há muitas críticas à educação durante os anos em que você foi prefeito. Faltou investimento?
Junji Abe – Não sei de onde você extraiu essa informação, que contrasta com todas as pesquisas realizadas durante e após nossos mandatos. Ao contrário do que você colocou, a educação sempre figurou como o setor melhor avaliado ao longo das nossas gestões. Começamos combatendo o principal drama dos pais: a falta de vagas que gerava verdadeiros acampamentos nas portas das escolas para as matrículas.
Para dimensionar melhor o problema, citarei Jundiapeba no ano 2000, com cenário idêntico ao caos que dominava os bairros mais distantes da área central da Cidade. Às vésperas da abertura de matrículas, mães e outros membros da família pernoitavam três dias em frente às escolas velhas e pequenas, na esperança de conseguir vagas para os filhos.
Em nosso governo, o orçamento destinado à Educação aumentou 141,5%, passando dos R$ 42 milhões de 2001 (valor definido pelo meu antecessor) para R$ 101,3 milhões em 2008. O número de funcionários praticamente dobrou (de 998 para 1.775). Construímos 18 prédios municipais, seis estaduais e 42 creches, além de cursos de reciclagem e aperfeiçoamento profissional para professores, passando por projetos pedagógicos inovadores.
Como já disse, projetamos e construímos o Cempre – Centro Municipal de Programas Educacionais com o objetivo de estruturar a rede municipal para a implantação do período integral nas escolas.
Nos novos prédios, colocamos em prática uma mudança conceitual, seguindo estilo arquitetônico que contemplasse, obrigatoriamente, espaço para esportes e lazer. Também inovamos dotando toda a rede escolar com bibliotecas multimídia e laboratórios de informática, abertos à comunidade nos finais de semana.
Visando a inclusão de alunos portadores de necessidades educacionais especiais, criamos o inédito Pró-Escolar, batizado oficialmente como CAPNEE – Centro de Atendimento ao Portador de Necessidades Educacionais Especiais, na Vila Lavínia, com estrutura física e operacional sem precedentes no Alto Tietê.
Também referência nacional implantada em nosso governo está a Escola Ambiental, conhecida mundialmente pela proposta arrojada de ser um centro de pesquisas e formação de professores, além de orientação ambiental a estudantes da Educação Infantil e Ensino Fundamental. Tem o objetivo primordial de socializar e aprimorar o ensino sobre meio ambiente e recursos naturais, incluindo lições relativas ao assunto também em outras disciplinas da grade curricular.
A Sala de Música da Escola Municipal Professor Mário Portes é outra iniciativa que tem reconhecimento por parte de profissionais de todo o Brasil. O local, construído com isolamento acústico e total conforto, propicia condições adequadas para a evolução da premiada Banda Sinfônica Mário Portes.
Para garantir aos profissionais da educação atualização constante e preparação para ensinar cada vez melhor, construímos o mais completo Cemforpe – Centro Municipal de Formação Pedagógica. Por ano, mais de 1,5 mil funcionários da Educação participam de cursos, oficinas, palestras e workshops. Significa desenvolvimento e aprimoramento profissional, com a devida valorização do professor.
Aumentamos em 6.100% a quantidade de vagas para cursos profissionalizantes no CIP – Centro de Iniciação Profissional e implantamos muitos projetos, como o Programa de Transporte Escolar e a distribuição de material escolar, mochila e uniformes a todos os 26,8 mil alunos da Educação Infantil e do Ensino Fundamental.
Avaliação institucional realizada em 2007 comprova os resultados positivos: 95% dos pais aprovam o nível do ensino e o trabalho do professor. Outros dados confirmam a elevação da qualidade da educação: todas as crianças mogianas alfabetizadas até o final do 2º ano do ensino fundamental, como determina o Ministério da Educação; a nota média do Ideb – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica das escolas municipais de Mogi atingiu 4,8 – maior que a do Brasil (4,2). Já a nota de avaliação do Inep – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais foi de 197,96 pontos (a média brasileira é de até 150 pontos). Para completar, a evasão escolar caiu 78%.
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Frases que merecem destaque:
“Muitas vezes, quem não faz comparações com outras cidades, não percebe a grandiosidade do desenvolvimento de Mogi”.
“O marco para a implantação do período integral nas escolas foi a construção do Cempre – Centro de Programas Educacionais Professora Ruth Cardoso, inaugurado pelo atual prefeito, em 2009″.
“Nada deixou de ser feito. Cumprimos o que foi projetado no PGP e até extrapolamos em realizações não previstas no Plano de Governo”.
“Tenho plena convicção de que me dediquei de corpo e alma para fazer justiça à confiança recebida do povo mogiano a quem, de fato e direito, sua pergunta (‘como você avalia seus mandatos como prefeito?’) deve ser endereçada”.
“Assumi, em 1° de janeiro de 2001, o comando de uma cidade com 320 mil habitantes, portanto, de alta densidade populacional, que por décadas a fio vivera sob o modelo de centralização absoluta nas mãos do alcaide”.
“Para ilustrar o nível de evolução da saúde pública em Mogi, basta eu contar que, em março de 2001, durante a primeira visita que fiz ao Posto de Saúde no Jardim Universo, quase apanhei. Embora não tivesse culpa porque a situação decorria da herança inconsistente que recebi, dava para ter ideia do tamanho da indignação do povo”.
“O número de médicos subiu 111%. Havia apenas dois enfermeiros. Contratamos mais 52″.
“As pessoas chegavam por volta das 3 da madrugada e formavam filas que dobravam quarteirões. Mesmo assim, não havia qualquer garantia de que receberiam assistência médica porque eram distribuídas, no máximo, 30 senhas. Do 31° em diante, sem atendimento”.
“Às vésperas da abertura de matrículas, mães e outros membros da família pernoitavam três dias em frente às escolas velhas e pequenas, na esperança de conseguir vagas para os filhos”.
“Em nosso governo, o orçamento destinado à Educação aumentou 141,5%, passando dos R$ 42 milhões de 2001 (valor definido pelo meu antecessor) para R$ 101,3 milhões em 2008. O número de funcionários praticamente dobrou (de 998 para 1.775)”.
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A segunda parte desta entrevista vai ao ar amanhã (4), às 8h00.
O deputado federal Junji Abe fala sobre o caos na saúde no Alto Tietê e no Vale do Paraíba e o que está fazendo na Câmara Federal para ajudar os municípios, dá conselhos aos prefeitos da região e explica sua proposta para a construção de um aeroporto internacional no distrito industrial do Taboão, em Mogi das Cruzes.
A terceira parte desta entrevista vai ao ar no domingo (5), também às 8h00.
Junji conta como foi o processo de formação do PSD em Mogi das Cruzes, fala sobre a postura do PSD nacionalmente e explica a proposta de seu partido para a revisão da Constituição Federal. Junji também revela como pretende ajudar Marco Bertaiolli a se reeleger, e fala sobre sua relação com o falecido ex-prefeito Waldermar Costa Filho e o deputado federal Valdemar Costa Neto (PR), o Boy.
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